Série Grandes Nomes: Aldo Lotufo

Um bailarino apaixonado. Ele foi o pri­meiro bai­la­rino bra­si­leiro a pro­ta­go­ni­zar a ver­são inte­gral de O Lago dos Cisnes (até então o Lago em qua­tro atos só tinha sido apre­sen­tado em Londres) ao lado de Bertha Rosanova, sua part­ner mais cons­tante, ambos diri­gi­dos por Eugênia Fedorova, em 1959. Aliás, Lotufo e Rosanova for­ma­ram o par […]

Série grandes nomes – BERTHA ROSANOVA

PARA SEMPRE INESQUECÍVEL Apesar da ori­gem polo­nesa, do bio­tipo dife­rente e de nunca ter sido muito magra, como a mai­o­ria das bai­la­ri­nas, Bertha Rosanova hip­no­ti­zava o público e dei­xava todos abso­lu­ta­mente des­lum­bra­dos diante do seu enorme talento, de sua forma espe­cial de dan­çar e da carga emo­ci­o­nal que nor­mal­mente tra­zia para o palco junto com […]

Renata Tubarão – nasce uma nova estrela

“Não posso, tenho ensaio.” A moça com uma mochila “estou­rando” de tão cheia pen­du­rada nas cos­tas, que entra apres­sada (e cami­nha de forma de forma incon­fun­dí­vel) pela entrada late­ral do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, cer­ta­mente já repe­tiu esta frase um milhão de vezes desde que — aos 11 anos — deci­diu ser bai­la­rina […]

Série Grandes Nomes – DENNIS GRAY

A falta que ele nos faz! Em um dis­tante 20 de junho, na não menos dis­tante Araçatuba, cidade do inte­rior de São Paulo, nas­cia o menino Nelson, filho de Herculano Theodoro Rodrigues, fazen­deiro, enge­nheiro, dono de car­tó­rio e polí­tico, e de Irma Ridolphi Rodrigues, pren­dada dona de casa. Como todas as cri­an­ças que mora­vam dis­tan­tes dos gran­des […]

Quando dançam os corações apaixonados

Amor, amor, amor. Mil vezes amor. Um sen­ti­mento. Apenas um. Mas com efeito devas­ta­dor. O mundo se trans­forma, vira deli­ci­o­sa­mente de cabeça para baixo, deixa a gente com gagueira, cara de boba, rindo do nada e para nada, faz a vida ganhar novas cores, o sol apa­re­cer em um céu cin­zento, dá von­tade de sair can­tando […]

Série Grandes Nomes – JOHNNY FRANKLIN

“Dançar é con­ver­sar com Deus e con­ver­sar com Deus é uma coisa muito séria. Portanto, dan­çar é uma coisa muito séria”. Assim come­çava, em junho de 1990, a última entre­vista de Johnny Franklin, bai­la­rino, pro­fes­sor, coreó­grafo e per­so­na­gem insubs­ti­tuí­vel da his­tó­ria do bal­let bra­si­leiro, para a repór­ter Andrea Maltarolli, da revista Mulher de Hoje, diri­gida […]

A bailarina que dança com a alma

Tombé, pas de bour­rée, glis­sade, pas de chat! Tombé, pas de bour­rée, glis­sade, pas de chat! Tombé, pas de bour­rée, glis­sade, pas de chat. A voz da pro­fes­sora é enér­gica. As alu­nas evo­luem na dia­go­nal da sala, repe­tindo, com­pas­sa­da­mente, a sequên­cia de movi­men­tos. Repetem uma, duas, três, vinte vezes. O can­saço é visí­vel, mas elas não […]

Eneida Castro – a bra­si­leira que con­quis­tou a Europa

No cen­tro do Marais, um dos bair­ros mais char­mo­sos de Paris, fica uma das esco­las mais tra­di­ci­o­nais e cults da França. A cons­tru­ção é antiga. Algumas jane­las estão que­bra­das e, nas pare­des escu­ras, espalham-se car­ta­zes de todos os tipos. Do pátio interno, já se per­cebe toda a agi­ta­ção do segundo andar, com sua ale­gre mis­tura […]

Caminhos dançantes

Entrevista com Nelma Darzi, dire­tora da Escola Petit Danse e res­pon­sá­vel pelo Projeto Social Dançar a Vida. Ensinar a dan­çar sim, mas sem­pre inves­tindo na busca da inte­gra­ção plena do ser humano com a soci­e­dade. Sem — é claro — nunca dei­xar de levar em conta dis­ci­plina, estí­mulo ao tra­ba­lho em equipe, soli­da­ri­e­dade, for­ma­ção de valo­res […]

Mamãe, eu quero ser bailarino!

– Eu que­ria con­ver­sar com você. Pode ser agora? – Agora??????????? Não está vendo esta mon­ta­nha de papel? São con­tas. CONTAS. E cadê grana pra pagar tudo isso? Esse mês não vai dar! – Tô falando sério, mãe. A gente pre­cisa con­ver­sar. E tem que ser agora. – Quando são os seus assun­tos… é urgên­cia na certa! Não […]

Troquei o analista pela sapatilha de ponta

Bailarinas são muito magras, muito jovens e pre­ci­sam come­çar muito cedo. Na con­tra­mão (como sem­pre) de todos esses dog­mas que ouvi durante a vida inteira, lá estava eu, com 37 anos, acho, pronta (coque, rede, sapa­ti­lha, col­lant) para a minha pri­meira aula de bal­let clás­sico numa turma de adul­tos ini­ci­an­tes. Não era nada jovem, muito magra […]